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notas

por Sérgio de Almeida Correia, em 14.04.20

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1. Não obstante todas as recomendações dos serviços do Governo da RAEM, e os anúncios nas rádios e televisões, no sentido de permanecerem em vigor as medidas de distanciamento social, continuo a não perceber por que razão nos elevadores e nos autocarros essas medidas não são respeitadas. Nos edifícios de escritórios não se deixam fechar as portas dos elevadores enquanto a cabine não está cheia, o mesmo acontecendo em relação aos autocarros. Há sempre lugar para mais um, todos em cima uns dos outros. Ainda ontem vi veículos das carreiras 25 e 26, ao final da tarde, a abarrotarem de trabalhadores. Não há dia em que não circulem assim. Será que o vírus não se transmite dentro de autocarros e elevadores? Por que razão não se dão instruções aos motoristas para se limitar o número de acessos e, se necessário, no caso dos autocarros, não se obriga os concessionários a aumentarem a frequência nas carreiras mais concorridas?

2. Tomei boa nota da notícia da Rádio Macau sobre os lucros obtidos em Macau pela MTR com a operação do Metro Ligeiro. Registar proveitos de 262 milhões de dólares de Hong Kong, logo no primeiro ano, com a operação de um serviço que foi inaugurado em 12 de Dezmbro de 2019, funciona praticamente sem passageiros, e que tem sido um sugadouro de dinheiros públicos, é obra. Não admira que "com estes resultados, as operações de Macau em 2019 foram já das mais lucrativas entre as subsidiárias internacionais da MTR". Um verdadeiro negócio da China com a chancela do Governo da RAEM. A mim só me admira, depois de todas as vicissitudes, e com prejuízos tão grandes para Macau, como é que ainda há tanta gente à solta. 

3. Tenho ouvido queixas de alguns pais relativamente ao escassos tempos lectivos ministrados aos alunos da Escola Portuguesa de Macau durante este período de crise e confinamento provocado pelo COVID-19, por comparação com o que se passa com outras entidades que ensinam em língua inglesa. Convenhamos que duas horas por dia não é nada para quem está em casa a acompanhar as aulas. Mas a crítica maior diz respeito ao facto de não ter havido uma suspensão ou redução proporcional do valor das propinas pagas, o que à primeira vista parece fazer todo o sentido. Bem sei que para um professor não é a mesma coisa dar aulas ao vivo e prepará-las para serem transmitidas por uma plataforma digital ou pela televisão. E que também haverá custos decorrentes das alterações. Mas essa talvez seja uma situação a ponderar. Ou aumentam os tempos lectivos ou cortam nas propinas. Como está é que não parece razoável dadas as dificuldades que algumas famílias atravessam e as que têm em reduzirem ainda mais os seus encargos.

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