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greves

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.09.14

Confesso que não tendo que viajar na Lufthansa nos dias que correm me dá um certo gozo ver os nossos germanófilos de pacotilha, que levam a vida a desancar nos pilotos portugueses e nos trabalhadores da TAP, ficarem pendurados, várias vezes no mesmo ano e às portas dos fins-de-semana, por causa das greves na Alemanha. Quando não são os controladores são os pilotos. Como agora. Para quem se queixava das leis portuguesas e dos sindicatos comunistas, como os nossos magníficos empresários que vivem pendurados no Estado e no clientelismo político-partidário e não descansaram enquanto o senhor Passos Coelho não lhes fez a vontade de alterar a legislação laboral, nada melhor do que vê-los resmungar entre dentes com os incómodos provocados pelas sucessivas greves no paraíso de Angela Merkel.

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patacôncios

por Sérgio de Almeida Correia, em 17.06.14

Cobrem-nos de honrarias antes mesmo de fazerem qualquer coisa. O País está permanentemente aos seus pés. Tempo de antena, publicidade, contratos milionários, mochilas "xpto", garinas rendidas, frotas de luxo, brincos de todas as cores e feitios, almoços e selfies com o Presidente da República, que nestas coisas é tão português como todos os outros, são o pão nosso de cada dia. Depois sempre discursa o Bento, sargentão ao estilo dos nossos dirigentes políticos, que tem tanto de trabalhador quanto de teimoso, antes da imprensa começar a anunciar que somos uma equipa temível e que todos os outros estão borrados de medo. Na hora da verdade, tal como o seleccionador alemão anunciara, para os adversários da selecção portuguesa a única coisa que importa é saber onde anda Ronaldo - o "Cris", diz Paulo Bento - e controlá-lo. Os restantes, com a preciosa ajuda da mentalidade nacional, tratam de se anular a si próprios para depois se desculparem com o árbitro. Falta de atitude competitiva, ausência de estatura psicológica, erros grosseiros para profissionais pagos a peso de ouro, não faltou nada à selecção nacional para a festa alemã ser completa. Na baliza a displicência e aselhice estiveram imbatíveis. A defesa levou noventa minutos à procura das marcações. O meio-campo não chegou a perceber se o jogo tinha começado, enquanto na frente o único ponta-de-lança se atrapalhava com o bigode. Enfim, com excepção de um outro ou outro, como o capitão, Coentrão ou Moutinho, os que lá andaram exibiram o habitual, o que aprendem nas academias dos clubes e o que fazem todo o ano nos relvados nacionais. Lá fora nem sempre. Nos livros continuaremos a figurar como uma selecção indisciplinada, zaragateira, que usa os braços, as mãos, os cotovelos, o tronco, às vezes também os pés para jogar futebol. A cabeça é que só serve para usarem chapéu e ostentarem o último grito em matéria de cortes de cabelo. O que quer que façam contra os Estados Unidos e o Gana já não apagará a má imagem que deixaram em Salvador. E o desgosto com que cobriram a nação. O Brasil também. Como todos os portugueses, eu também gostava de ter tido mais. Duvido é que o mereçamos.

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