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Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.
Pode-se mudar de ano civil, de Chefe do Executivo, de dirigentes, e até dizer que se vai mudar de políticas que há uma coisa que em Macau é imutável: a falta de táxis.
Tal como em anos anteriores, repetiram-se os mesmos cenários na noite de 31/12 e nas primeiras horas de Janeiro de 2026. A vergonha continua.
Filas intermináveis à porta dos hotéis esperando por um táxi, gente com malas à beira das estradas e nas paragens de autocarro, procurando desesperadamente um transporte que os levasse para as fronteiras terrestres e marítimas da RAEM. Não há aplicação que funcione, não há carros nas praças, não há um serviço de transportes decente numa cidade que se diz de turistas e para turistas. Tudo tretas, conversa para tolos.
Para qualquer residente, a morte chegará primeiro que um serviço de táxis decente. Felizes os que moram no interior do país ou em Hong Kong.
Os responsáveis pela DST, pelos Assuntos de Tráfego, o Secretário para os Transportes e o Chefe do Executivo deviam andar pelas ruas a tentar apanhar um táxi. Eu não me importo de acompanhá-los.
Podia ser que assim percebessem a magnitude do problema. E o grau de incompetência, ou má vontade, de quem há anos gere o sector.
Talvez por isso tenham decidido ainda agora atribuir mais umas condecorações por "bons serviços".
Pena que não sejam dadas por serviços prestados à pátria, aos turistas e visitantes de Macau, à melhoria da imagem internacional da RAEM ou do bem-estar dos seus residentes, mas antes, creio, às corporações e ao mandarinato local.
São estes os únicos que lucram com a actual situação e a manutenção do status quo.





