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Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.
Já calculava que alguns dos "debates" entre os candidatos às próximas eleições presidenciais seriam muito pouco interessantes, iriam esclarecer nada ou quase nada, e que só serviriam para continuar a transmitir uma péssima imagem dos nossos (deles) actores políticos, mostrando nalguns casos a sua manifesta impreparação, falta de sentido de Estado, oportunismo, irresponsabilidade política e total desprezo pela situação do país e dos portugueses.
Confesso que nunca pensei é que se viessem a revelar bem piores do que aquilo que poderia imaginar nos maiores pesadelos.
Da falta de ideias à de educação, da linguagem desbragada ao estilo carroceiro, com frases e apartes de estrebaria, gritaria, mãos e braços no ar, sem esquecer mentiras, insultos, falsas verdades, omissões convenientes e incoerências, nada tem faltado.
O pseudodebate de ontem entre Catarina Martins e André Ventura, que aproveitei para ver durante a minha hora de almoço, é apenas mais um exemplo de algo que nunca deveria ter acontecido. E admiro a paciência do entrevistador, por muito bem paga que seja.
Aos debates que se têm visto seria preferível o silêncio.
Este seria bem mais enriquecedor, educativo e muito menos ofensivo da dignidade nacional.
E os portugueses continuariam tão esclarecidos sobre as ideias dos candidatos presidenciais como estavam antes. Sem "debate".