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Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.

Após os dois últimos tufões, nas minhas corridas nocturnas, tenho verificado o estado em que se encontram os cabos, não sei se eléctricos se telefónicos, em Coloane.
Nos primeiros dias após a passagem dos tufões, habitualmente, há a preocupação de remover a areia dos caminhos pedonais e dos parques de estacionamento automóvel, normalmente os locais mais afectados, como é o caso na Praia de Cheoc Van, sendo compreensível que isso não possa ser feito de imediato em todo os locais ao mesmo tempo e logo no dia seguinte. Há prioridades, o pessoal e os meios são limitados.
Há, porém, situações que exigem a maior urgência e em que há o risco de ocorrerem acidentes graves.
É o que se verifica com os cabos eléctricos e telefónicos. Já passaram mais de três semanas e até agora ninguém fez nada.
Alguns cabos caíram, há cabos soltos, outros descarnados, que estão à altura de uma criança e ao alcance de qualquer pessoa. Num dos percursos que habitualmente faço deparei-me com cabos que atravessam o caminho e nos quais só reparei quando estava em cima deles. Não há sequer sinalização a avisar do perigo.
As fotografias que aqui deixo reflectem o estado de abandono, desleixo, incúria em que os cabos estão há cerca de três semanas.
Não sei quanto tempo mais a situação se irá prolongar, nem se a responsabilidade é da CEM, da CTM, do IAM ou de outra entidade qualquer.
Em todo o caso, fica aqui o registo. Porque se acontecer alguma acidente grave, e oxalá que não, não se há-de vir dizer que ninguém avisou ou que não se sabia. E nessa altura alguém terá de ser responsabilizado.



