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picanha

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.06.24

Sempre tive uma óptima opinião de Braga. 

Fui do Algarve até lá para fazer julgamentos. E gostei, apesar de Faro ser longe.

Aproveitei sempre para comer muito bem. Em matéria de comes, carnes, guisados ou doces conventuais, não há quem bata os abades e afins.

Tem gente muito especial.

A simples memória da M.C., que deixou muitas saudades, continua a comover-me. E mantém-se bem viva.

E até o Rui Rocha, antes de entrar na vida política e chegar a presidente do Iniciativa Liberal, vivia lá quando escrevia no Delito de Opinião. Foi o Rui, aliás, quem teve a gentileza de me indicar o excelente e moderno hotel onde me hospedei antes da Maria de Belém me cortar o pio num congresso do PS, no tempo em que ainda tinha militância activa e me preparava para pedir contas a um amigo do Presidente Lula que chegou a primeiro-ministro e falava francês em notas soltas. 

O João Marques também é de lá, e joga bem futebol. Como muitos outros que vi jogarem aos meus pés e foram campeões.

Continuo, pois, a manter ao longo dos anos uma boa impressão de Braga e das suas gentes. E estou certo que não vai ser um depoimento, apesar de ter quase duas horas e uma pessoa se poder perder, que irá contribuir para mudar de opinião.

E como o bom do Francisco Peres, homem do Norte, de direita e às direitas – a quem devo não ter pago uma única mensalidade no Almada Negreiros, durante o meu ano propedêutico, por aquelas magníficas aulas que recebi do Carlos Piçarra, professor como tantos outros que diariamente recordo e todos os dias agradeço o quanto me deram por em mim acreditarem, quando lá em casa se alguém acreditava ninguém dizia nada –, não está cá hoje, não lhe posso perguntar, num daqueles cafés que tomávamos no Monte Carlo, nos intervalos das aulas e do bilhar, em que parte daquele depoimento do "Acacinho" devemos levar o depoente a sério. 

Percebe-se, como outros perceberam, que num rodízio bem regado, no calor do Verão tropical, há sempre aparições. Umas mais estranhas do que outras. A do "senhor Jorge" foi uma dessas. E foi quanto bastou para colocar o depoente em transe perante uma comissão parlamentar da Assembleia da República.

Mas de quem se predispôs a fazer um voo transatlântico com umas lâmpadas para um Alfa Romeo no meio da bagagem – dou muito valor a este gesto que me abstenho de comentar por estar em situação de conflito de interesses e não ser especialista em crime –; acreditou piamente no "senhor Jorge", embora admitindo alguma ingenuidade, e depois reincidiu com um homónimo mais de vinte anos volvidos, só posso pensar que é uma excelente pessoa. E óptimo contador de histórias.

Não sei se o Paulo Branco, depois do que lhe ouvi em 2019, no final de uma exibição de "A Herdade" do Tiago Guedes, mais quem me levou até ele e testemunhou, continuará disponível para produzir um filme usando um guião escrito com a minha colaboração baseado em histórias verídicas.

Sei é que depois de ouvir de fio a pavio o depoimento acima referido prestado à comissão parlamentar de inquérito pelo nosso, digamos, pastorinho, fico na dúvida sobre se os pais dos alunos da EPM que virem as imagens, com toda a gesticulação mexicana, e ouvirem os depoimentos, não ficarão daqui para a frente com o credo na boca.

Não sou sequer capaz de imaginar o que poderá acontecer dentro de alguns dias quando o Cesário aí chegar e os seus conselheiros lhe mostrarem o vídeo.

E tenho pena que o Armandinho – abraço para aí moço, outro para a Idalina – já cá não esteja para me pedir para levar umas postas de bacalhau para os músicos e as sambistas do Saci Pererê, em Tóquio, agora que está lá o Vítor Sereno, e nos dar o ritmo à melodia. Ou a sua bênção, como o Vinicius tantas vezes deu.

Sim, lá "porque o samba é a tristeza que balança", toda a gente que aqui está sabe que  "a tristeza tem sempre uma esperança"; a esperança "de um dia não ser mais triste não". 

 

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