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barreiras

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.04.24

NAPE Garden.jpg

Durante anos a fio os residentes de Macau viram crescer os obstáculos nas suas ruas, nos seus jardins e monumentos.

Os estados policiais, os regimes autoritários e os sistemas autocráticos sempre tiveram a obsessão com a segurança. Seja com a segurança interna, com a integridade dos dirigentes ou com a sombra dos que circulam.

Ainda todos se devem recordar que uma das primeiras decisões do primeiro Chefe do Executivo da RAEM foi vedar o Palácio do Governo, também conhecido como Palácio da Praia Grande, antiga residência do Barão do Cercal adquirida pela Administração no final do século XIX, erguendo muros e grades, fechando portadas que estavam normalmente abertas, com excepção dos dias de tufão, e alterando a circulação e estacionamento de veículos nas suas imediações.

Durante a pandemia de Covid-19 houve uma talentosa luminária que mandou fechar os jardins. E depois, quando se reabriram os seus portões, até era necessário mostrar código de saúde a um segurança e usar máscara para se poder atravessá-lo de um lado para o outro. Inenarrável.

Mas parece que, finalmente, alguém com dois dedos de testa terá percebido o ridículo que é ter jardins públicos murados e gradeados, sabendo-se que há câmaras de CCTV por todo o lado. Pelo que depois de se alimentarem as clientelas e se gastarem milhões em ferro, a que nem Coloane escapou, eis que como por milagre foram retiradas as grades do Jardim Dr. Carlos D' Assumpção, no NAPE. Agora é possível circular livremente pelo jardim, a qualquer hora, gozando de uma vista desafogada, encurtando percursos e fugindo à gordura e falta de limpeza dos passeios adjacentes.

Importa, pois, seguir o exemplo noutros espaços. Em todos.

Os jardins, os passeios, os espaços públicos, as cidades, querem-se sem grades, sem barreiras, sem pilares e pilaretes à beira dos passeios, limpas, sem ratos nem pragas de baratas, agradáveis à circulação pedonal. E quem não estiver educado, peões, ciclistas, motociclistas ou automobilistas, que se eduque.

Em Abril, onde quer que se esteja, não há que ter medo da liberdade. Mesmo na escuridão dos dias que nos assolam.

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