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Visto de Macau

Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.


Quarta-feira, 30.08.17

ironias

Quando há dias vi nas notícias o secretário-geral do PS a discursar em Faro, referindo 'aquela senhora" que foi ministra da Agricultura para criticar a sua prestação, não pude deixar de para mim sorrir. Ver na bancada, por detrás do orador, "aquele senhor" a quem "aquela senhora" deu emprego durante a crise, aplaudindo o discurso do camarada, não deixa de ser uma ironia.

Se eu fosse assim seria certamente muito mais feliz. E mais rico.

É a vida.

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por Sérgio de Almeida Correia

Segunda-feira, 19.01.15

rasto

G7ZldVehtYY.jpgQuem se recorda deles, dos ricos de Roma ou de Atenas? Que se recorda deles? Tirando um ou outro que é referenciado nos livros de história, a maioria viveu e partiu. Sobraram algumas pedras que hoje muitos usam para escolher a luz, o melhor plano, enquanto olham para uma câmara fotográfica. Há outros de quem se sabe o nome e de quando em vez nos recordamos ao folhear um livro. Lá está a citação, uma referência, às vezes também no Borda d'Água. Nada mais. Foram.

Um tipo pode levar a vida a trabalhar, enriquecer, deixar uma prole imensa, uma caterva de livros, como o Paulo Coelho ou o Rodrigues dos Santos, um apelido, escolher uma vida faustosa ou simples, confortável ou estóica, percorrer os caminhos da sombra ou as luzes da ribalta, deixar um monte de tralhas, uma memorabilia. E não deixar nada. Não deixar um rasto. Ou, então, deixar um rasto que se apaga mal o Sol se ponha.

Que pode valer um caminho sem rasto, uma vida sem rasto, quando os outros, os que ficarão, não conhecem os caminhos que foram percorridos, as rotas por que optámos, as veredas por onde nos equilibrámos, por onde espreitámos o ribeiro e tememos a aurora? Que pode isso valer quando não se tem um rasto por onde os que ficam nos possam seguir? Um rasto que diga aos outros por onde andámos, o que fizemos, o que escolhemos. O porquê de uma vida.

O único rasto que vale a pena deixar tem de ser útil. Tem de servir a quem fica. E aos que vierem depois, e depois, e depois, para que não se perca na espuma dos dias ou numa mesa de gamão. O rasto da participação cívica, do trabalho em prol da cidadania, do investimento na educação, a longo prazo, pode não trazer resultados imediatos mas é o único que marca. Como um ferro em brasa. O único que engrandece, o que diz aos outros por onde andámos. O que perdura na prole. Na do próprio. Na dos outros. O que perdura nunca será pó. 

 

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por Sérgio de Almeida Correia

Terça-feira, 25.11.14

poeira

É preciso dar-lhe tempo para assentar. Para que os fantasmas possam perder as formas e desaparecer no ar. Até que um dia de novo volte a subir e traga com ela novas formas e novos vultos.

A política, tal como a vida, é um ciclo que se repete com princípio, meio e fim. A sabedoria está em saber fazer esse caminho olhando sempre o horizonte, sem necessidade de se olhar para trás porque se conhece a marca que lá se deixou. E a que um dia há-de ficar no lugar do nosso pó.

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por Sérgio de Almeida Correia

Sábado, 23.08.14

vida

Aquilo em que se acredita e nos faz continuar a acreditar. Sem vergonha, sem remorso. Olhando para o horizonte de olhos abertos. Sem tremer.

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por Sérgio de Almeida Correia

Sexta-feira, 04.07.14

lema

 

We must be free not because we claim freedom, but because we practice it
William Faulkner, November 11, 1955

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por Sérgio de Almeida Correia




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