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Visto de Macau

Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.


Terça-feira, 27.06.17

confiança

Um erro, um deslize, uma falha qualquer pessoa pode ter. Ainda que esse deslize venha de um ex-primeiro-ministro, vencedor das últimas eleições legislativas e, na actualidade, seja (ainda) o líder do maior partido da oposição. Só um cretino não tem falhas.

E é verdade que com o mesmo ar de cátedra compungida com que anunciou suicídios de fonte segura, esse homem veio depois pedir desculpa. Como se para uma pessoa na posição dele e com aquele estatuto essa fosse a coisa mais natural deste mundo.

Mas depois do que aconteceu, depois de o próprio candidato a presidente da câmara pelo PSD e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrogão Grande ter confessado ser o "autor do crime" e de nada ter acontecido, o que se pergunta é que confiança os portugueses podem ter em quem assim actua? Que confiança se pode ter, amanhã, num presidente de câmara que transmite a um candidato a primeiro-ministro e líder do seu partido, como sendo de fonte fidedigna, a boateira dos compinchas, contribuindo para um indecoroso espectáculo de aproveitamento político de uma tragédia? E que confiança pode merecer um candidato a primeiro-ministro que recebe uma informação, susceptível de colocar em causa a dignidade do próprio Estado e a confiança nos agentes políticos e nas autoridades administrativas, e sem a confirmar vai a correr para as televisões divulgar a mentira aos quatro ventos? É assim que o PSD pretende ganhar a confiança dos portugueses? É assim, com um ouvido na vizinha, um olho no burro e a boca no megafone que se preparam para ser de novo governo?

Feliz o primeiro-ministro que tem um Passos Coelho a liderar a oposição. Pobres o país e o povo que não podem confiar na oposição que é feita a quem está no poder para  o escrutinarem. 

 

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por Sérgio de Almeida Correia

Sábado, 22.11.14

longe

Doer dói sempre. Porque a distância não ameniza a dor. Só a torna mais agreste e prolongada.

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por Sérgio de Almeida Correia




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