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Visto de Macau

Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.


Sexta-feira, 23.06.17

notável

O processo de licenciamento de restaurantes e afins continua a ser notável, em especial em rapidez e transparência, que em nada ficam a dever ao à-vontade com que os requerentes franqueiam os estabelecimentos ao público sem qualquer licença.

Mas mais notável é a desfaçatez com que a responsável pela Direcção dos Serviços de Turismo dá conta dos anos que aqueles funcionaram sem autorização. Pelo que ontem ouvi, por MOP 30.000, valor da coima, um tipo consegue abrir um restaurante e, com sorte, até recupera o investimento antes dos fiscais o encerrarem. Se a DST tivesse o mesmo zelo no encerramento dos estabelecimentos sem licença que coloca na procura dos apartamentos que estão no AirBnb e afins o negócio deixava de compensar.

O que vale é que na tutela do Dr. Alexis Tam tudo pode acontecer. Da Saúde ao Instituto Cultural, deste ao restaurantes, ao Festival de Cinema e ao Grande Prémio, não há nada que aconteça nessa tutela que não nos faça rir. Não tarda e teremos pandas a fazerem de guias turísticos e animadores culturais. Já faltou mais.

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por Sérgio de Almeida Correia

Terça-feira, 07.01.14

adjuntos

Pedro Lomba, secretário de Estado adjunto do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, perante o exôdo de portugueses, qualificados e menos qualificados, desde que a equipa governativa que integra se predispôs a ir "além da troika", depois de analisar a situação concluiu, di-lo o Público de ontem (página 19), que o país precisa de "políticas mais integradas, que tenham em vista os que saem e os que entram". Vai daí sugere que se transforme o Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI) num organismo "trasnversal" e "pró-activo" destinado, entre outras tarefas, à identificação e captação de "imigração de elevado potencial ou de grande valor acrescentado" (sic).

Para lá do problema que o artigo sublinha quanto à questão política de se transformar mais um instituto da administração indirecta em administração pública directa, numa altura em que a carga fiscal não pára de crescer, em que os nossos melhores quadros são obrigados a sair de Portugal por falta de oportunidades e de condições trabalho, designadamente em matéria salarial, e com uma taxa de desemprego mais próxima dos 20 do que dos 10%, o dito adjunto do adjunto quer captar imigrantes de elevado potencial. Não sei o que terá ele para lhes oferecer, por exemplo, em matéria laboral, remuneratória, social, fiscal e de condições para a investigação científica, nem percebi se essa captação se fará a custo zero, mas não seria preferível, em vez de captar "crânios" lá fora, segurar aqueles que estão em Portugal, que se preparam para sair e que não necessitam de aprender a língua nem de um período de adaptação para começarem a produzir? Será que Lomba tem alguma coisa para oferecer aos que hão-de vir que não possa dar já aos que se preparam para sair?

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por Sérgio de Almeida Correia




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