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Visto de Macau

Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.



Sexta-feira, 17.01.14

cangalheiros

 

"Claro que, se o “presidente” ou “director” desta original loucura tiver um resto de juízo, manda ao sr. Pires de Lima e ao sr. Crato uma cartinha, aconselhando este excelentíssimo par a devolver as bolsas a quem as tirou e pedindo respeitosamente a sua demissão. Mas, como uma criatura destas não é fácil de encontrar em Portugal, só nos resta, para nos divertir, fazer listas comentadas das contradições destes cavalheiros e de Passos Coelho e Portas, que os deveriam vigiar. Verdade que o tempo não está para risotas, sobretudo num caso destes. De qualquer maneira talvez não deixasse de confortar os portugueses compreender a inteligência e a subtileza de quem os pastoreia." - Vasco Pulido Valente, Público, 17/01/2014

 

O meu companheiro do Delito de Opinião, o José Gomes André, sempre atento ao que se vai passando na Academia, chamou-lhe, apropriadamente, "um rastejante e pestilento grunhido disfarçado de pensamento político", explicando de forma clara e cabal as razões para a sua afirmação. Não seria, por isso mesmo, atenta a gravidade do que se está a passar num país onde os loucos já contam o número dos que ainda estão sãos, a ver quando é que estes se passam para o lado deles, que Vasco Pulido Valente com a sua habitual clareza e ironia, colocasse o assunto em destaque.

Como ele diz, "o tempo não está para risotas". Pois não, não está, mas "compreender a inteligência e a subtileza de quem (...) pastoreia" os portugueses não me parece que seja exercício útil nesta altura, sabendo-se que quem o faz desempenha na perfeição um papel para o qual não precisa de pensar: o de cangalheiro. Além de que constituiria uma tarefa insana, pois que aquelas, quer uma quer outra, já foram assaz compreendidas. E estão definitivamente comprometidas a partir do momento em que um leitão se tornou no símbolo maior da resistência à estupidez.

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por Sérgio de Almeida Correia





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