Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Visto de Macau

Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.



Quarta-feira, 26.10.16

aflitivo

Eu supunha que episódios do tipo Relvas e do tipo Sócrates não se iriam repetir e que teriam servido de lição. Uma vez vez mais estava enganado. A leviandade com que este tipo de situações, e outras idênticas, ocorre na nossa vida pública e o modo como os partidos contemporizam com isto é aflitivo. Bem sei que os outros eram membros do Governo, um era ministro e o outro primeiro-ministro, e ambos com fortes responsabilidades políticas nos respectivos partidos, e este é apenas um capataz, mas isso não afasta a gravidade da situação nem a posição em que deixam os seus partidos.

Um tipo que admite ser nomeado por um primeiro-ministro nas circunstâncias em que este foi nunca se devia ter demitido. Ele nunca deveria é ter sido nomeado. Mas tendo-o sido, o que partido devia fazer era instaurar-lhe um processo disciplinar com vista à sua exclusão, com base no art.º 14.º n.º 2 dos Estatutos do PS que prevê a exclusão daqueles que, sendo militantes, com a sua conduta acarretarem sério prejuízo ao prestígio e ao bom nome do partido.

Enquanto os partidos não cortarem a direito e não correrem com esta gente das suas fileiras, gente que revela uma tremenda falta de carácter e de idoneidade moral para estar na política e exercer cargos políticos e/ou de confiança política, os partidos vão continuar a fenecer lentamente e a desprestigiar a democracia, afastando o comum dos cidadãos da participação e obrigando-o a procurar refúgio em movimentos sociais e outras organizações da sociedade civil. Já era mais do que tempo para perceberem isto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Sérgio de Almeida Correia




5 comentários

De Pedro Coimbra a 27.10.2016 às 04:05

Como é que estes cretinos ocupam lugares públicos, com habilitações falsas, e pensam que passam impunes??

De Sérgio de Almeida Correia a 27.10.2016 às 10:07

Boa pergunta, Pedro. Creio que ninguém te quererá responder porque isso já corresponde a um padrão. Mau, é verdade, mas é um produto da cultura dominante. Vai levar muitas décadas a corrigir.

De Eu a 27.10.2016 às 18:07

O que me espanta é o caso Relvas. E parece que está tudo legal ou quase e viram-se gregos para encontrar uma formalidade que não foi bem cumprida para lhe pegar. De facto o problema está na Universidade que resolve dar um grau de graça. Modificar a lei limitando, por exemplo, os créditos que se podem dar por equivalência não serve. Enquanto houver Universidades sem ética, a lei pouco pode fazer. Aquela é um exemplo típico onde não se tem respeito pelas pessoas. Mas tem docentes de todos (ou quase todos) os partidos o que equilibra as coisas e serve para que nem se levantem certos problemas. Nenhum deputado quer agitar e prefere não ver. O Relvas cairá no esquecimento? Não sei.

De Anónimo a 30.10.2016 às 10:39

No Ponto Final:
"Adesão de Macau à CPLP é questão complicada diz Murargy."
Nesse artigo vem a frase: "“Têm de haver relações muito vantajosas para ambas as partes”, defendeu Murargy." O "Têm de haver" é um erro gramatical inadmissível. Será que Murargy disse mesmo assim ou o erro é do Ponto Final? É inacreditável que um dirigente da CPLP fale português desta maneira!! Gostava de saber a explicação.

De Anónimo a 30.10.2016 às 10:43

No Ponto Final:
"Adesão de Macau à CPLP é questão complicada".
Neste artigo vem a frase: "“Têm de haver relações muito vantajosas para ambas as partes”, defendeu Murargy." O "Têm de haver" é um erro gramatical inadmissível.
Será que um dirigente da CPLP fala assim português ou o erro é do Ponto Final?
Espantoso!!

Comentar post



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Outubro 2016

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031



Posts mais comentados