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Visto de Macau

Linhas em jeito de diário. Inspiração. Homenagem a espíritos livres. Lugar de evocação. Registo do quotidiano, espaço de encontros. Refúgio de olhares. Espécie de tributo à escrita límpida, serena e franca de Marcello Duarte Mathias.



Sábado, 26.07.14

cplp

"O bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique recebeu hoje com "tristeza" a notícia da adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e questionou a utilidade da organização para os cidadãos dos estados-membros".

A CPLP morreu pela mão de Cavaco Silva e Passos Coelho para que alguns possam fazer os seus negócios com os torcionários de Malabo, como antes já faziam com a Indonésia de Suharto. Felizmente que os povos dos países que compõem a CPLP, as suas ainda incipientes sociedades civis e o seu sentido da História não nos confundem, a nós portugueses, com aquele trio de moribundos políticos que foi a Díli fazer figura de capacho.

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por Sérgio de Almeida Correia

Sábado, 26.07.14

bonifrate

"Quero fazer aqui este pacto de confiança, a de que todos juntos, cada um com a sua responsabilidade, de mobilizar o maior número de portugueses para se inscreverem nas primárias e de dizerem de uma vez por todas que quem governa Portugal somos todos e não uma corte de iluminados em Lisboa, que decide e impõe a seu belo prazer aquilo que deve ser feito em Portugal"

 

Com o passar das semanas, vendo a terra fugir-lhe debaixo dos pés, mas também a sensatez, a temperança e a dignidade, já nem vê para onde dispara e acaba por acertar nele próprio. Agora que resolveu assumir o papel de Luís Filipe Menezes, de Alberto João ou de Mendes Bota do PS, é altura de também lhe perguntar por onde tem andado, há quantos anos vive em Lisboa e com quem costuma conviver quando está na capital. Será que só se dá com "expatriados"? E, já agora, que fez pela regionalização desde que está à frente do PS? Pelo Algarve, por exemplo.

No país do faz-de-conta é fácil perceber por que dava jeito a tantos que ele continuasse a fazer de conta que liderava. Como fez questão de prolongar a sangria até ao Outono ainda vamos ter mais dois meses para o ouvir subir a parada. De uma coisa já estou certo: daqui para a frente a cotação do dislate vai ser sempre a subir.

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por Sérgio de Almeida Correia

Quinta-feira, 24.07.14

justiça

E ainda há quem diga que a justiça não é coisa de ricos. Que são três milhões de euros para quem só num ano se esqueceu de declarar mais de oito milhões, regularizando depois a situação com cerca de metade dessa verba? Que são três milhões para quem é acusado de ter recebido catorze milhões de um construtor civil a título de oferta? Pois eu respondo: são croquetes, salgadinhos. Nada que uma boa cervejola, ao pôr-do-sol, na Quinta da Marinha, não faça esquecer.

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por Sérgio de Almeida Correia

Quinta-feira, 24.07.14

santana

Pedro Santana Lopes, como qualquer pessoa normal, tem virtudes e defeitos. Considero que o seu governo foi um desastre, que nunca deveria ter aceitado a pasta nas condições em que Durão Barroso a passou; e para fazer um "jeito" ao seu partido, ao incumbente que estava de saída e, pensava ele, prestar um serviço a Portugal, enfiou-nos num buraco do qual só Jorge Sampaio nos tirou. Todos sabemos o que veio a seguir e que ainda hoje persiste, pelo que sobre esta última parte poderemos falar noutra altura.

Mas tirando esse episódio, e alguns outros menos conseguidos na Secretaria de Estado da Cultura ou na Câmara Municipal de Lisboa, o ex-primeiro ministro tem três características que eu aprecio em qualquer pessoa. Mais ainda num político. É inteligente, frontal e corajoso. É evidente que tudo isso junto não chega para fazer um bom líder ou um bom governante, menos ainda um bom Presidente, mas confesso que às meias-tintas, à dissimulação e sonsice de alguns que nunca se definem e vão mascando pastilhas, prefiro tipos como ele que se chegam à frente e dizem que estão presentes.

Ficamos todos a saber com o que contamos, as coisas ficam claras e os coelhos são obrigados a sair da toca para não levarem com o chumbo dentro dela

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por Sérgio de Almeida Correia

Quarta-feira, 23.07.14

masoquismo

Ainda um luto não acabou e de novo o pranto recomeça. E quando as lágrimas ainda frescas se preparam para ir secando na face, logo os olhos se humedecem de novo. Ultimamente, há sempre qualquer coisa nos céus que se abate sobre a Terra. Seja por causa do combustível, da cegueira ou de um tufão. Deus é grande, a gravidade incontornável e a estupidez humana incomensurável. Alguém que lhes diga que a segurança tem um preço.

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por Sérgio de Almeida Correia

Segunda-feira, 21.07.14

bananas

Diz o Rui Rocha que Portugal não é ainda uma república de santanas. Longe como estou tenho mais dificuldade em subscrever essa opinião do meu companheiro do Delito de Opinião. De qualquer modo, sabendo que aquilo é uma república das bananas, é óbvia a conclusão de que somos governados por bananas eleitos por mais uns quantos bananas que naqueles votaram. O Rui que não desespere porque não deve tardar para Portugal ser um país de verdadeiros santanas. Alimentado a... bananas, pois claro.

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por Sérgio de Almeida Correia

Terça-feira, 15.07.14

eco

O que mais impressiona é a velocidade com que querem sobrepor a sua voz à voz do chefe. O eco deixa de o ser para se tornar na própria voz, acentuada, redobrada, elevada. De repente o eco assume-se como o guardião da voz. Do bem-estar, da moral cristã, apostólica e romana, da Lei Básica, da Constituição. E para o caso é indiferente ser ateu ou católico. A voz pertence ao eco.

Ilegal já não é o que está contra a lei, que a ofende ou desrespeita. Ilegal é o que não vem na lei. Ilegal é o que se pensa. O papel do eco é tornar a consciência ilegal.   

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por Sérgio de Almeida Correia

Segunda-feira, 14.07.14

idoneidade

Para não ir buscar outros exemplos, não me parece que seja preciso muito tempo para concluir que um tipo que exercendo um cargo que tem de merecer a confiança de terceiros e das instituições do Estado se esquece de declarar cerca de oito milhões de euros ao fisco, que por sinal estavam escondidos num banco suiço, não tem idoneidade para gerir o dinheiro dos outros. Nem para aconselhar como deva esse dinheiro ser gerido. Mas ao que parece o Banco de Portugal ainda perde tempo com este tipo de avaliações mesmo depois de ser enganado. Eu também fui porque em tempos pensei que o tipo era diferente dos outros.

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por Sérgio de Almeida Correia

Sexta-feira, 11.07.14

abcessos

"Global stock markets hit by Portuguese banks concerns" - BBC News

"European makest fall as Portuguese bank woes revive 'darkest nightmares'- as it happened. Concerns over Portugal's Banco Espirito Santo have hit shares across Europe; Saxo Bank says "darkest nightmares about Europe" have returned" - The Guardian

"Portuguese bank fears hit markets after Banco Espirito Santo shares suspended" - City A.M.

"Portugal banking crisis sends tremors through Europe" - The Telegraph

"Equities hit by Portuguese bank worries" ; "Asia markets hit by Portugal bank woes" - Financial Times

 

Desta vez não será fácil ao Governo acusar a oposição de antipatriotismo pelas notícias que colocam, de novo, a banca portuguesa no centro da imprensa internacional. Independentemente de aplaudir a recusa do primeiro-ministro em não financiar ainda mais o BES, é conveniente recordar de tempos a tempos que isto só chegou onde chegou porque o poder político conviveu demasiado com esse grupo bancário.

O BES é o espelho da falência do regime nos moldes em que este tem operado, o resultado da podridão de interesses do bloco central e do consenso a que o Presidente da República apela permanentemente como panaceia universal para os problemas dos portugueses. O consenso trouxe-nos, e ao BES, até aqui, pelo que agora será necessário haver quem corte a direito e malhe no ferro enquanto está quente, antes que o consenso o faça esfriar.

Não há quem na actual elite política e económica, sem esquecer os escritórios e as empresas dos mercenários ao serviço do poder, que tudo fazem desde que lhes paguem, não tivesse uma ligação qualquer ao BES, a uma empresa do universo desse grupo ou a um negócio onde aparecesse a sua longa mão.

Agora que todo esse império assente em pés de barro, imprensa cor-de-rosa e publicidade de gosto duvidoso paga a peso de ouro passa pelas dificuldades de um deprimente asilo familiar, ainda há quem tenha a latosa de vir dizer que é um abcesso. Dizer que o BES é um abcesso é uma outra forma de branquear os milhões que desapareceram nos bolsos de alguns. Os abcessos tratam-se em meia dúzia de dias e tudo segue como até antes da inflamação, com saúde. O BES é um caso de polícia dos mais graves, como se volta a ver pela repercussão internacional que tem, bem superior à do BPN. E como todos os casos de polícia deve ser investigado e julgado sem contemplações, sem panos quentes. E no fim, se for o caso, os responsáveis pelo que está a acontecer devem ir bater com os costados a Caxias ou a outro resort do género. Não por serem perseguidos políticos, mas por serem bandidos iguais aos outros.

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por Sérgio de Almeida Correia

Quarta-feira, 09.07.14

incm

Lido o excerto da carta do Presidente cessante da Imprensa Nacional Casa da Moeda, publicada hoje no Público (página 18) e que aquele jornal classifica de "insólita", onde entre outras coisas se pode ler que "os últimos meses, por razões internas e externas, foram marcados por um conjunto de dificuldades que não pensava ter de enfrentar enquanto presidente de um órgão colegial" e que "não se pode agradar a gregos e a troianos", seria bom saber o que levou a este triste epílogo que mereceu destaque em Angola e implica para os contribuintes portugueses o pagamento de uma indemnização equivalente ao valor dos salários de toda a administração por conta dos meses que ainda faltavam cumprir até final do mandato de quem sai. 

Mas sabendo quem nomeou esta administração, e não tendo sido os administradores exonerados com justa causa, seria muito importante conhecer, até por razões de transparência e accountability, o que se passou de tão grave que vai obrigar o erário público a pagar mais umas dezenas (centenas?) de milhares de euros, pelo menos, a quem deixa de exercer funções. E, já agora, que se esclareça quem são os gregos e os troianos sem que tenhamos todos de ficar "à espera do comboio na paragem do autocarro".

Que diabo, não é por nada, mas tendo sido a administração cessante nomeada pelo actual executivo, não tendo ninguém transitado do anterior órgão de gestão, era imperioso saber o que correu mal que justifique esta inusitada decisão. Não havia um plano a ser cumprido? É que com eleições legislativas daqui a um ano o normal seria, se estavam a trabalhar bem, que terminassem os respectivos mandatos, sem que houvesse duplicação de encargos para os contribuintes numa altura de grave crise. 

Sabemos que para lá vai mais um militante do PSD, ou mais do que um, e que a CReSAP deu parecer favorável às escolhas, sendo tudo conforme a lei, tal como aliás já tinha sido feito com anteriores nomeados. Logo, conclusão minha, todos deviam ter à partida currículo, qualificações e competência para as funções. Então, não tendo eu nada contra a competência qualquer que seja a cor política, que correu mal?

Não acredito que a ministra das Finanças, que para lá tinha "despachado" a sua ex-chefe de gabinete, não se entenda com o sempre educado ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares. O facto do PS estar em crise não quer dizer que a opinião pública esteja a dormir. Ou a banhos.

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por Sérgio de Almeida Correia

Quarta-feira, 09.07.14

garimpo

(Reuters)

Depois de ter sido elevado aos píncaros da auto-estima nacional, entre santinhos e bandeirinhas, rumou a Inglaterra, de onde foi liminarmente despachado para uns meses nas Arábias. Acabou por cometer a proeza de entrar no Guiness encaixando 7 (sete) no Mineirão. Pode ser que agora os detractores de Paulo Bento percebam com quem este aprendeu a construir equipas para jogarem futebol de praia em campos relvados. A sorte não é eterna. Os barbeiros são.

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por Sérgio de Almeida Correia

Terça-feira, 08.07.14

habitação

É um problema que por aqui afecta muita gente. Não é o único, mas achei que seria bom começar por esse. Graças ao Hoje Macau e ao Carlos Morais José. Serei mais breve da próxima vez.

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por Sérgio de Almeida Correia

Sábado, 05.07.14

dor

As piores dores são as que doem quando pensamos que já não as sentimos. Apesar da distância.

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por Sérgio de Almeida Correia

Sexta-feira, 04.07.14

lema

 

We must be free not because we claim freedom, but because we practice it
William Faulkner, November 11, 1955

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por Sérgio de Almeida Correia

Quinta-feira, 03.07.14

obiang

O que é relatado pelo Público e conhecido das instâncias internacionais e organizações dos direitos humanos devia ser mais do que suficiente para que o Governo Português e o conjunto dos países que compõem a CPLP fizessem  marcha atrás e corressem com o Presidente da Guiné-Equatorial da ronda que irá ter lugar em Díli e onde aquela organização lusófona e o MNE português se preparam para receber de braços abertos o líder de um regime sanguinário que espezinha os direitos humanos e mente descaradamente aos seus parceiros internacionais.

Os portugueses deviam ser os primeiros, mesmo tendo presentes as dificuldades que atravessam, a manifestarem-se nas ruas de Lisboa contra o apoio que o Governo de Passos Coelho está a dar ao catre imundo onde aquela sinistra personagem mantém cativo o seu povo.

Não há petróleo nem realpolitik que obriguem Portugal e a CPLP a aceitarem a recorrente conduta de Obiang e do respectivo gangue de verdugos e crápulas. Mas já que alguns articulistas que convivem demasiado com o poder não têm tempo para, entre uma condecoração e um artigo laudatório ao primeiro-ministro, escreverem sobre isto, aqui fica a minha repulsa.

Como português e cidadão recuso-me a aceitar esta pulhice que representa a entrada da Guiné-Equatorial na CPLP e ofende a memória de todos quantos sofreram dentro e fora do país por uma terra livre, sem presos políticos, onde os direitos humanos fossem integralmente respeitados. Confesso que tenho vergonha do ministro dos Negócios Estrangeiros e do primeiro-ministro de Portugal, sendo-me indiferente que Obiang tivesse sido antes recebido por Sócrates e Cavaco Silva, em Lisboa, porque já então me manifestara contra isso.

Gente de bem não convive com canalhas. Nem se cala perante uma infâmia que desacredita Portugal perante o mundo civilizado. 

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por Sérgio de Almeida Correia

Quinta-feira, 03.07.14

cegueira

"(...) Sem qualquer ponto de contacto entre as realidades apresentadas pelo Governo e pela oposição, tivemos um debate sobre nações distintas, que de comum tinham apenas o nome: Portugal.
Ao comparar o teatro a um parlamento, Piscator argumentava que o teatro deve induzir o público a envolver-se politicamente. Terá o debate de ontem aproximado os cidadãos da política? Parece improvável, sobretudo quando nenhuma das intervenções nas mais de quatro horas de debate abordou a crescente descrença dos portugueses em relação aos seus representantes políticos: menos de 10% confiam nos partidos e 85% estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia nacional, o mais alto nível de insatisfação da UE. E esse é também o estado da nação."- Carlos Jalali, Público

Perante este facto incontornável, que vai diariamente afundando o regime e a democracia, os actores entretêm-se com jogos florais. Quem sabe se não será altura dos responsáveis por este estado de coisas se inscreverem nesta prestimosa associação? Talvez esta pudesse ajudar os Coelhos, os Seguros e os Portas a ver melhor.

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por Sérgio de Almeida Correia

Quarta-feira, 02.07.14

fragonard

A paixão entre um homem e uma mulher foi sempre motivo de inspiração para qualquer artista. Da poesia à música, passando pela literatura e a pintura. O Ferrolho, de Jean Honoré Fragonard (1732-1806), é mais um desses exemplos. Pintado por volta de 1777, depois de uma segunda viagem a Itália e do rompimento do pintor com Madame du Barry, a amante favorita de Luís XV, esta tela retrata uma cena de paixão e reflecte as influências e a admiração que o artista terá tido pelos mestres do Barroco (Rubens) e da Escola Holandesa (Rembrandt), inaugurando um novo estilo. As cores, em tons pastel, típicas do Rococó, apresentam-se neste quadro como uma ponte entre as cores fortes do Barroco e o período neoclássico. Para alguns tratar-se-ia de uma resposta a Viens, a favor de quem o pintor perdeu o apoio de Madame du Barry. O quadro é atravessado por uma linha imaginária que liga o ferrolho à maçã, não se percebendo se a cena antecede ou sucede ao encontro entre os amantes. Se por um lado se fica com a sensação de que o ferrolho está a ser corrido, por outro verifica-se que as almofadas estão em desalinho. Um quadro que há muitos anos não via e que voltou a impressionar-me pela cor e a luz que o atravessam.  

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por Sérgio de Almeida Correia

Quarta-feira, 02.07.14

coerência

A única atitude coerente que os partidos antieuropeus que foram eleitos para o Parlamento Europeu podiam tomar em consonância com a sua posição não seria "virar as costas" à Ode an die Freude, uma das melodias mais belas de sempre, mas sim abandonarem os seus lugares no hemiciclo e deixarem-nos vazios durante as sessões. Para além de abdicarem, é claro, das remunerações que essa "vergonhosa" Europa lhes atribui enquanto deputados, doando-as à caridade. Como isso pesaria demasiado nos seus bolsos preferem o espectáculo, o circo.

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por Sérgio de Almeida Correia




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